Mulher que escondeu vitiligo por anos passa por processo de autoaceitação e encontra o amor da sua vida

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Uma jovem norte-americana com vitiligo que acreditava não ser 'atraente o bastante' para engajar-se em um relacionamento, conheceu o homem da sua vida em um app de namoro e agora, realizou o sonho de se casar.

No processo, Tiffany Taylor abraçou orgulhosamente sua condição e parou de esconder as manchas brancas que caracterizam sua pele.

Segundo o portal de notícias Daily Mail, Tiffany trabalha como diretora de contabilidade na Pensilvânia (EUA). Ela desenvolveu a rara doença de pele quando tinha apenas 14 anos. As pessoas afetadas pelo vitiligo têm falta de um pigmento chamado melanina na pele, que faz com que manchas brancas apareçam nas áreas afetadas.

“Conforme crescia, meu vitiligo era algo sobre o qual eu era muito insegura”, disse. “Usei maquiagem por anos para cobri-lo desde o dia em que descobri”.

Até a fase adulta, Tiffany fez tudo ao seu alcance para esconder o vitiligo, preocupada com a reação de estranhos e amigos. Ela cobria as manchas de pele sem pigmento com grandes quantidades de maquiagem para evitar que as pessoas notassem sua doença cada vez mais disseminada.

Desconfortável com a aparência e sem confiança, a vida amorosa de Tiffany foi malsucedida, pois ela acreditava que não era atraente o suficiente para encontrar o amor.

Ela sempre recebia elogios dirigidos com ceticismo, pois achava que não podiam ser genuínos.

“Minha vida amorosa e relacionamentos anteriores ao meu marido sempre estiveram condenados porque eu não me sentia confortável na minha própria pele”, disse ela. “Sempre pensei que não era atraente o suficiente e achava difícil aceitar elogios”.

Nos relacionamentos que teve, Tiffany sempre buscava a aprovação de seus parceiros devido à falta de confiança - algo que ela agora percebe ter sido difícil para seus namorados lidar.

No final de 2017, Tiffany finalmente decidiu mostrar ao mundo - e mais importante, a si mesma! - que seu vitiligo fazia parte de sua identidade e não deveria mais ser escondido.

Inspirada por fotos de outras pessoas com vitiligo na internet, ela tirou fotos profissionais de sua pele sem maquiagem que rapidamente ganharam atenção nas redes sociais. O feedback positivo que recebeu de vários estranhos deu-lhe um grande impulso na confiança.

Quando Tiffany conheceu o desenvolvedor web, Randolphe Jacques, em um aplicativo de namoro, no verão de 2018, sua confiança em si mesma estava no auge.

Para Randolphe, o vitiligo da amada não era problema, e ele foi imediatamente atraído por sua sofisticação e ambição.

“Quando comecei meu relacionamento com Randolphe, cheguei a um ponto em que estava confiante o suficiente para amar e ter uma empatia maior por um parceiro, porque finalmente o tinha para mim”, disse a jovem. “Pude amar plenamente e aceitar o amor”.
“Para cada cem elogios positivos que recebo online, sempre haverá um odiador ou alguém sendo negativo”, disse ela. “Aprendi a focar no que é bom e positivo na vida. É muito mais edificante do que fazer o contrário”.

O vitiligo de Tiffany continuou a se espalhar por seu rosto, braços e corpo, mas ela aceitou essas mudanças e entrou na vida de casada com um novo senso de confiança.

“Minha pele ainda está mudando, mas continuo a assumir as mudanças com confiança”, disse ela. “No passado, deixei que a insegurança me impedisse de ter confiança nas situações cotidianas”.
“Sempre fui insegura e ciumenta, pensando porque alguém iria querer ficar comigo simplesmente por causa da minha pele. Randolphe rapidamente não percebeu meu vitiligo. Ele viu além da minha pele em meu coração e ações”, complementou.
“Finalmente estou livre e sou grata por cada dia que escolhi parar de me esconder”, concluiu Tiffany.

O que é vitiligo

Trata-se de uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. A comunidade científica explica que as lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados.

Não se sabe com exatidão as causas da doença, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Há pesquisas que supõem que alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

É válido ressaltar que o vitiligo não é contagioso em absolutamente nenhum caso.

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.

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