16 coisas realmente boas que aconteceram em 2020, o ano das tragédias

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Apesar da pior pandemia do século e uma enxurrada de acontecimentos negativos que tomaram conta dos noticiários ao longo do ano de 2020, houve também uma quantidade surpreendente de fatos positivos dignos de comemoração.

Abaixo, relembre 16 coisas realmente boas que aconteceram em 2020, apesar dos pesares. Confira!

1. Bong Joon Ho fez história como o primeiro coreano a ganhar o Oscar de Melhor Diretor.

Em fevereiro, o sul-coreano Bong Joon Ho ganhou o Oscar de Melhor Diretor pelo longa-metragem “Parasita”, tornando-se a primeira pessoa do país asiático a levar o prêmio para casa. O filme levou também o prêmio máximo do Oscar - o de melhor filme, o primeiro não falado em língua inglesa.

“Depois de superar a barreira de legendas de 1 polegada, você será apresentado a muitos filmes incríveis”, disse o diretor anteriormente durante um discurso de aceitação do Globo de Ouro por meio de um tradutor.

2. A Finlândia equiparou a licença-paternidade à licença-maternidade.

Em fevereiro, o novo governo da Finlândia anunciou planos de dar a todos os pais a mesma licença parental dada às mães, em um esforço para “promover o bem-estar e a igualdade de gênero”.

De acordo com a BBC, o subsídio pago aumentará para 14 meses combinados, o que resulta em 164 dias de licença para os pais.

A decisão vem no momento em que muitos outros países europeus adotam abordagens mais equitativas para a licença-paternidade. A Suécia é famosa por ter a política de licença mais generosa, oferecendo aos pais 480 dias de licença-paternidade combinados.

3. O Congo deu alta a seu último paciente com Ebola.

O último paciente com ebola em tratamento na República Democrática do Congo voltou para casa vindo de um centro de tratamento no início de março, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Foi um grande passo na luta do país contra o segundo surto mais letal da doença da história.

4. 5. Pessoas em todo o mundo se levantaram para protestar contra a violência policial e a injustiça racial.

Após a morte de George Floyd nas mãos de policiais em Minneapolis, protestos surgiram em quase todas as grandes cidades dos Estados Unidos. Eles estouraram globalmente também, estendendo-se a mais de 60 países em apoio ao movimento Black Lives Matter e contra a injustiça racial e a brutalidade policial.

“A morte de George Floyd foi a faísca que se espalhou pelo mundo”, disse um manifestante em Paris em junho.

Grandes manifestações aconteceram na Coréia do Sul, Reino Unido, Turquia, Nova Zelândia, Brasil e em outros lugares, enquanto ativistas nos EUA obtiveram algumas vitórias bastante importantes.

6. A marca Crayola lançou uma linha de lápis de cor inclusiva.

Em maio, a Crayola revelou uma linha de lápis de cor de pele mais inclusiva, seguindo os passos da Faber-Castell. O pacote “Colors of the World” inclui lápis de cera que representam mais de 40 tons de pele, dando às crianças a chance de “colorir o mundo com precisão”, disse a empresa.

“A Crayola espera que nossos novos produtos aumentem a representação e promovam um maior senso de pertencimento e aceitação”, disse o CEO da Crayola, Rich Wuerthele, em um comunicado à imprensa. “Queremos que os novos lápis de cor promovam a inclusão na criatividade e impactem a forma como as crianças se expressam.”

7. A Suprema Corte dos EUA rejeitou um projeto do governo que expulsaria milhões de imigrantes do seu território.

O verão trouxe aos americanos um punhado de decisões históricas envolvendo direitos civis: em junho, a Suprema Corte decidiu que o programa DACA (ou Ação Diferida para Chegadas de Infância) permanecerá em vigor, mantendo cerca de 650 mil jovens indocumentados a salvo da deportação.

Em uma decisão de 5 contra 4, o tribunal máximo decidiu que o presidente Donald Trump encerrou erroneamente o DACA. A opinião da maioria qualificou como incorreta o fim do programa. Seu término seria, em última instância, “arbitrário” e “caprichoso” aos olhos da lei. Os jovens agradecem.

8. A Suprema Corte dos EUA decidiu que funcionários LGBTQ devem ser protegidos por estatutos trabalhistas de direitos civis.Em outra decisão histórica em junho, a Suprema Corte determinou que o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964 também protege os funcionários LGBTQ de serem discriminados com base em sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Foi uma decisão de 6 contra 3, com o presidente do tribunal John Roberts e o juiz Neil Gorsuch se juntando aos quatro juízes ‘liberais’, formando maioria.

“Hoje devemos decidir se um empregador pode despedir alguém simplesmente por ser homossexual ou transgênero. A resposta é clara”, disse Gorsuch.

Tal veredicto foi considerado um modelo para o poder judiciário de outros países mundo afora.

9. Graças à quarentena, os abrigos de animais estão mais vazios do que nunca.

Em geral, abrigos e canis relataram que a pandemia criou uma enorme demanda de adoção por cães e filhotes, pois as pessoas, em casa, estavam se sentindo muito sozinhas.

Vinte por cento dos entrevistados em uma pesquisa da Nielsen em julho disseram que adotaram um ou mais cães ou gatos entre março e junho, contra menos de 5% no mesmo período do ano passado.

De acordo com um relatório da ONG Shelter Animals Count, uma organização sem fins lucrativos que coleta estatísticas sobre animais abrigados, a lotação geral de abrigos caiu 24% em comparação com o ano passado.

10. A poliomielite foi oficialmente erradicada no continente africano.

Em agosto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que a África está livre do poliovírus selvagem, restando apenas dois países onde o vírus continua sendo uma ameaça (Afeganistão e Paquistão, ambos na Ásia).

11. A Escócia se tornou o primeiro país a tornar absorventes 100% gratuitos.

Em novembro, a Escócia aprovou um projeto de lei para tornar absorventes internos e externos integralmente gratuitos.

A legislação foi aprovada por unanimidade e exige que as autoridades locais garantam que tais produtos sejam acessíveis sempre.

De acordo com o portal NPR, escolas e faculdades também devem disponibilizar gratuitamente os absorventes às suas alunas.

12. A pandemia gerou uma queda recorde nas emissões globais de carbono em 2020.

Pelo menos ficar em casa beneficiou um pouco o meio ambiente. As emissões globais de gases de efeito estufa caíram cerca de 2,4 bilhões de toneladas este ano, uma queda de 7% em relação a 2019 e a maior queda já registrada, de acordo com uma nova pesquisa da University da East Anglia, da University of Exeter e do Global Carbon Project.

13. A eleição de 2020 nos EUA, segunda maior democracia do mundo, teve a maior participação de eleitores em 120 anos.

Mais americanos votaram na eleição de 2020 - dois terços da população elegível para votar, na verdade - do que em qualquer outra eleição em 120 anos.

A eleição levou a vitórias históricas para pessoas LGBTQ + e mulheres de cor.

Pelo menos 50 mulheres negras ou pardas (incluindo 46 democratas ) servirão no próximo Congresso, quebrando o recorde anterior de 48 estabelecido nas eleições anteriores, de acordo com um relatório do Centro para Mulheres e Política Americanas da Universidade Rutgers.

14. Foi um ano muito bom para a exploração espacial.

A vida na Terra deixou muito a desejar, mas as coisas estão muito boas no espaço. Em 2020, a NASA lançou seu rover mais avançado até Marte e pousou uma espaçonave em um asteroide.

E, pela primeira vez desde que o ônibus espacial se aposentou em 2011, um foguete SpaceX enviou astronautas americanos à Estação Espacial Internacional.

15. Centenas de líderes religiosos pediram a proibição da terapia de conversão.

Mais de 370 líderes religiosos uniram forças em dezembro para pressionar o fim da chamada terapia de conversão (ou ‘cura gay’) - isto é, qualquer tratamento ou tentativa de mudar a orientação ou identidade sexual de alguém.

A declaração, divulgada pela Comissão Inter-Religiosa Global sobre Vidas LGBT+, também apelou ao fim da violência e da criminalização desses indivíduos.

Os signatários incluíram o arcebispo Desmond Tutu; Rabino Mel Gottlieb, presidente da Academy for Jewish Religion, Califórnia; e o Rev. Michael-Ray Mathews, presidente da Alliance of Baptists.

“Reconhecemos que certos ensinamentos religiosos têm, ao longo dos tempos, sido mal utilizados para causar profunda dor e ofensa a lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e intersexuais”, disse a comissão em um comunicado. “Isso deve mudar.”

16. Graças à vacina contra a Covid-19, teremos a maior campanha de vacinação da história.

Nenhuma lista desse tipo estaria completa sem mencionar a melhor notícia do ano: o desenvolvimento notavelmente rápido das vacinas contra o novo coronavírus. Em novembro, a farmacêutica Pfizer anunciou que havia criado uma vacina com mais de 90% de eficácia. Dias depois, a Moderna anunciou que havia desenvolvido uma vacina com resultados igualmente positivos: um medicamento 94% eficaz.

O lançamento da vacina começou para valer nos Estados Unidos em 14 de dezembro, com profissionais de saúde essenciais em primeiro lugar na fila. Conforme o ano se aproxima, mais de 2,1 milhões foram vacinadas, de acordo com uma contagem nacional dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças .

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.